Importante!

Este blog foi feito para compartilhar frases e textos, proporcionar alguns sorrisos e quem sabe dar pitadas de emoção à vida de quem o ler.

sábado, 25 de junho de 2011

Coluna do Leitor #4

Bom dia!

Desculpa minha ausência e a falta de postagens, mas esse final de semestre tá bem corrido. Espero que tudo fique um pouco mais calmo a partir da semana que vem e eu possa voltar a postar com mais frequência por aqui. Então, hoje é sábado e dia da Coluna do Leitor. Recebi mais um texto da Graziela C., que já participou da última postagem da coluna, mas como não há regras dizendo que não podem ser postados mais que um texto de determinada pessoa, haha, hoje outro texto dela será publicado aqui.


 Perfil da Leitora

Nome: Graziela C.
Idade: 19 anos.
Autor Favorito: "Não possuo um autor preferido, mas li muitos livros do autor khaled Hussein, e o aprecio muito".
Livro Favorito: "Quanto ao livro preferido, tem um que mexeu muito comigo. É este: Meu Pé de Laranja Lima- José Mauro de Vasconcellos".
Frase Favorita: "Como o ser humano é feito de fases, em cada uma delas tenho uma frase favorita, hoje eu poderia dizer que é: "Trago lágrimas, sorrisos, histórias, abraços... trago momentos felizes, momentos de decepção. Carrego pessoas, amores e desamores, amigos e inimigos, desafetos, paixões... Não sou um livro aberto, mas também não tão fechado que você não consiga abrir, basta ter jeito, saber tocar as páginas, uma a uma, e descobrirá de que papel é feito cada uma delas.” (Caio Fernando Abreu)"




Agora estou olhando pela janela, o vento bate em meu rosto, sinto todos os pêlos do meu corpo se arrepiar, olho novamente para o mesmo lugar que olho todos os dias, procuro alguma diferença, a criança ainda esta lá. Ela é uma linda criança de cabelos castanhos e olhos marrons, a cor de sua pele se compara a um floco de neve. Raramente vejo seu sorriso, mas hoje prefiro não vê-lo. Esta criança conhece mais sobre a dor e decepção do que a maioria das pessoas no mundo. Às vezes ela pergunta a Deus o porquê, mas ela nunca ouve a resposta, mesmo assim ainda acredita Nele. Às vezes ouço balbucios que eram para ser orações, difíceis de entender, mas eu sei que Ele a ouve e ela também. A garota quase não se mexe, mal percebo seus movimentos, ela já se acostumou a ser repreendida por tudo que faz.

Agora ela canta para si mesma, não possui brinquedos só sua imaginação, mas não quer mais sonhar, pois sonhos que não se tornam realidade se transformam em angústia, tristeza e decepção. Esta criança é como um pássaro cujas asas foram cortadas e nunca teve a oportunidade de voar.  Ela ainda se recupera de sua última queda, alguns cortes ainda sangram, estes são cortes que ora ou outra irão sangrar pelo resto de sua vida. O desejo pela morte ainda continua intacto, esse é um dos pedidos que às vezes inclui em suas orações.

O vento gelado corta minha face como uma lâmina recém afiada, fecho a janela. Agora no vidro à minha frente vislumbro o reflexo da garota com seus lindos olhos cor chocolate a me encarar.  Uma gota de cristal passeia pelo seu rosto, logo sinto o gosto salgado em minha boca.  

Esse é o fim de mais um de nossos encontros. Ela me faz desejar a vida, pode soar estranho, mas sua morbidez me faz querer lutar. Eu sei que essa linda garotinha nunca soltará minha mão, quero fazê-la conhecer a felicidade que nunca conseguimos alcançar. Espero poder vê-la sorrir verdadeiramente. 

Afasto-me pé a pé, estendo as mãos, quero poder abraçá-la e dizer que todos têm seu próprio arrependimento, e que estar triste é melhor que estar morto por dentro. Todos têm sua historia triste. A abraço, sinto minhas mão frias, fecho os olhos e ela me coloca em seu colo e diz:

“Sim minha menina todos nós temos histórias tristes, todos nós nos arrependemos de algo. E um dia você será feliz, nesse dia te darei o último abraço e ficarei também feliz.”

Agora somos uma e imagino como nos separaremos quando este dia chegar. Afasto estes pensamentos, pois neste momento sou só uma criança que acredita apenas em si mesma e não precisa de mais ninguém.


Graziela C.

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